Tratamento Multidisciplinar do Paciente com Câncer

, Hospital de Caridade 28 de abril de 2020

O câncer é caracterizado pela proliferação descontrolada das células em uma determinada parte do corpo. Existem diversos tipos de tumores, em variados níveis de gravidade. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), qualquer parte do corpo está suscetível ao câncer, sendo que alguns órgãos são mais afetados do que outros. Além disso, o mesmo órgão pode ser acometido por diferentes tipos de tumores, com um grau de agressividade maior ou menor. 

A nomenclatura câncer costuma assustar pacientes e familiares. O medo pode ser explicado pela alta incidência da doença e também pela mortalidade. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o câncer é a segunda principal causa de morte no mundo. Em 2018, 9,6 milhões de pessoas morreram em decorrência da doença. 

O oncologista do Imperial Hospital de Caridade, Dr. Ernani Lange de São Thiago (CRM/SC 819 – RQE 4438), avalia a denominação da palavra câncer como inadequada, tendo em vista a grande variedade da doença e os diferentes níveis de agressividade. 

“A palavra câncer designa dezenas de doenças brutalmente diferentes. Dentro desse grupo de doenças, existem aquelas que são tratadas com relativa facilidade e outras mais complexas. Quando usamos um termo único para designar todas essas variações, estamos colocando um prognóstico único também. E, como seres humanos, que lidamos com o emocional, o prognóstico acaba sendo o pior”, explica.

A variedade de tipos da doença implica em diferentes condições a cada paciente. Por esse motivo, a participação de uma equipe multidisciplinar se faz importante para que o todos os aspectos, desde o diagnóstico ao acompanhamento após a cura, sejam abordados. 

Tratamento do Câncer

Assim como a variedade de tipos da doença é grande, os tratamentos também são bastante variados. O tipo e o estágio do tumor,  a localização e o estado de saúde geral do paciente é que vão definir qual tratamento a ser seguido. Segundo o INCA, o tratamento do câncer pode ser por meio de cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou transplante de medula óssea. Em muitos casos, é necessário combinar mais de uma modalidade.

“Com muita frequência o tratamento combina diferentes abordagens. Assim, pode associar cirurgia, radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia. Vai depender do que se está tratando. No entanto, sempre tem que haver uma conversa entre as áreas para definir qual a melhor abordagem para cada caso.” – Dr. Ernani Lange de São Thiago (CRM/SC 819 RQE 4438), oncologista do Hospital de Caridade, em Florianópolis/SC.

Importância da Equipe Multidisciplinar

Muitas vezes, o tratamento do câncer passa por diversas etapas. Em cada uma delas, podem ser envolvidos outros profissionais de áreas afins à oncologia e ao tratamento multidisciplinar dos pacientes. Atuando de forma associada e especializada, os profissionais unem conhecimento para melhor condução de cada caso, visando proporcionar saúde e bem-estar. 

Conforme define o oncologista Dr. Ernani Lange de São Thiago (CRM/SC 819 – RQE 4438), “o tratamento médico está cada vez mais integrado ao acompanhamento de profissionais de outras áreas da saúde, como psicólogos, nutricionistas, entre tantos outros. Essa abordagem multidisciplinar visa proporcionar uma resposta melhor ao tratamento e também promover maior segurança e bem-estar dos pacientes”.

Abordagem Multidisciplinar no Tratamento do Paciente com Câncer

Médico Oncologista

É o profissional que avalia o tipo, o estágio do tumor e a condição do paciente e define qual o tratamento mais adequado. Além disso, é ele quem vai designar também qual o método será utilizado, a dosagem de medicamento que deve ser aplicada e, ainda, se há necessidade ou não de cirurgia.

Nos casos cirúrgicos, o cirurgião oncologista é também envolvido. Em conjunto com o médico oncologista, realiza o planejamento da cirurgia e o procedimento.

Nutricionista

Os efeitos colaterais do tratamento oncológico costumam gerar dificuldades nutricionais e metabólicas.  A participação de profissionais de nutrição visando a preparação do organismo pode ajudar a diminuir os efeitos indesejáveis. Por esse motivo, a participação do nutricionista é importante, tanto antes quanto durante e depois do tratamento.

Psicólogo

A designação da palavra câncer assusta a grande maioria das pessoas. Por isso, contar com o suporte psicológico é importante. Afinal, a saúde emocional tem grande influência no processo de cura. O psicólogo é o profissional que pode auxiliar o paciente a entender a doença e lidar com ela. 

“Quando um paciente recebe o diagnóstico de câncer, a primeira sensação é de perda ou de sofrimento e, até mesmo, morte. Esse sentimento faz com que aquele organismo efetivamente morra. Então, é muito grave usar um nome para designar doenças que são muito diferentes. O médico oncologista e o psicólogo podem ajudar o paciente na compreensão do diagnóstico e no tratamento”. – Dr. Ernani Lange de São Thiago (CRM/SC 819 – RQE 4438) 

Equipe de Enfermagem

A equipe de enfermagem é também de extrema importância no tratamento do paciente com diagnóstico de câncer. Eles são responsáveis pela administração do medicamento e acompanhamento dos procedimentos com o paciente. Além disso, é sua função colher informações acerca das queixas e efeitos colaterais para orientar o paciente e repassar ao médico oncologista. Atendem a protocolos estabelecidos e validados 

Equipe Radioterápica

Quando o paciente recebe indicação de radioterapia, o tratamento conta uma equipe de profissionais bastante específica. O médico radio-oncologista define o tratamento, enquanto que o tecnólogo posiciona o paciente e opera o equipamento radioterápico. Há os dosimetristas que definem anatomicamente áreas de risco a serem protegidas. Há, ainda, os físicos que indicam a dosagem e a intensidade do feixe de radiação a ser aplicado, assim como sua conformação ao órgão ou tecido alvo.

Além dos profissionais acima citados, é possível que outros especialistas também sejam acionados, em casos específicos. 

Segurança para o Paciente com Câncer

Todos os profissionais atuam nas suas especialidades para, juntos, proporcionar uma melhor resposta ao tratamento. Além disso, o cuidado com a segurança do paciente e a humanização do tratamento tem se tornado cada vez mais presentes.

De acordo com a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, um atendimento humanizado é aquele que prioriza a integralidade da “unidade de cuidado”. Ou seja, pressupõe a união entre a qualidade do tratamento técnico e a qualidade do relacionamento que se desenvolve entre paciente, familiares e equipe.

Segundo a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, é considerado um tratamento humanizado quando: 

  • O tratamento é baseado na ética profissional.
  • O tratamento é individualizado, ou seja, considera a pessoa como um todo e não a classifica de maneira generalista em função do seu diagnóstico ou quadro geral.
  • O cuidado é realizado com empatia, atenção e acolhimento integral ao paciente e sua família/ acompanhante.
  • Existe uma escuta atenta e diferenciada, com a presença de um olhar sensível para as questões humanas.
  • Há respeito à intimidade e às diferenças.
  • A comunicação é eficiente e permite a troca de informações, levando em consideração o estado emocional do paciente e da família.
  • O atendimento transmite confiança, segurança e apoio.
  • A estrutura física atende às necessidades de cuidado e tratamento.

O diagnóstico de câncer assusta, mas é importante saber que não deve ser generalizado. Por isso, busque orientação, tratamento e acompanhamento com profissionais especializados. O envolvimento de uma equipe multidisciplinar é importante no processo de cura. Conte com o Hospital de Caridade neste momento!

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