Infecção Hospitalar: índices baixos conferem segurança e credibilidade

IHC 20 de fevereiro de 2020

É considerada infecção hospitalar toda aquela adquirida num ambiente hospitalar. Assim, merece especial atenção nas unidades de internação, como enfermarias e UTIs, pela possibilidade de transmissão de um paciente para outro. A infecção hospitalar pode ser letal. Por isso, adotar medidas de proteção é fundamental para reduzir o risco e oferecer segurança aos pacientes. 

De acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de infecção hospitalar atinge 14% das internações no Brasil. No mundo, cerca de 234 milhões de pacientes passam por um procedimento cirúrgico por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Desses, pelo menos um milhão morre em decorrência da infecção hospitalar. Além disso, sete milhões sofrem complicações pós-operatórias.

O Imperial Hospital de Caridade (IHC) atende entre 600 a 1700 paciente por mês e alcança excelentes resultados no combate às infecções hospitalares. O enfermeiro Éder dos Santos Silva (COREN/SC 289.425), Supervisor de Qualidade, Gestor do Núcleo de Segurança do Paciente e Gerente de Risco do IHC, revela que os índices do IHC se mantêm muito baixos. São ainda menores do que os números exigidos pelos órgãos competentes. 

“Nossos dados demonstram que, em 2019, o Hospital se manteve com índice menor que 1,9%. Esse número é resultado do trabalho de todos os nossos profissionais no combate à infecção hospitalar. Desse modo, é o reflexo do cuidado de toda a equipe com os nossos pacientes”, explica.

Por que é importante manter os índices de infecção hospitalar baixos?     

A segurança dos pacientes é fundamental em uma instituição hospitalar. Dessa forma, contar com um centro que possui ações efetivas no controle da infecção e que alcança resultados que demonstram esse cuidado auxilia os pacientes a se sentirem mais confiantes na sua recuperação quando precisam de internação. 

De acordo com o enfermeiro Éder dos Santos Silva (COREN/SC 289.425), “em um momento em que cada dia mais o ciclo de vida dos micro-organismos e a resistência antimicrobiana está avançando, possuir baixos índices denota credibilidade e zelo pelos pacientes internados, garantindo a segurança dos pacientes”, esclarece.

Manter os índices baixos requer engajamento de toda equipe hospitalar

Para garantir bons índices de infecções relacionadas à assistência à saúde, todos os profissionais de um hospital devem estar envolvidos. Neste contexto, os gestores definem as regras e orientam como as determinações devem ser seguidas por todos os profissionais. 

O enfermeiro Éder dos Santos Silva (COREN/SC 289.425) reforça que os profissionais da saúde que lidam diretamente com o paciente são os controladores de infecção, desde o técnico de enfermagem, que realiza o banho de leito no paciente, o que o punciona o acesso venoso, o enfermeiro que realiza a passagem de sonda vesical de demora, o fisioterapeuta que aspira as secreções respiratórias até o médico que realiza a cirurgia. “O sucesso na prevenção e no combate às infecções depende deste envolvimento, de compreender as situações assistenciais diárias e traçar as estratégias juntamente com a equipe”, completa.

O Imperial Hospital de Caridade (IHC) utiliza protocolos de cuidados às infecções de diferentes topografias, infecções de corrente sanguínea, urinárias, respiratórias, cirúrgicas, entre outras. Todos com supervisão de profissionais responsáveis. 

Atitudes simples podem colaborar no combate à infecção hospitalar

A higienização das mãos é uma atitude simples e fundamental para a prevenção e controle das infecções. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), apesar de ser reconhecida mundialmente como uma medida de extrema importância para o controle de infecções, a adesão da higienização das mãos de forma constante ainda é baixa entre os profissionais da saúde.   

Dessa forma, o estímulo e a conscientização desses profissionais são práticas que devem ser adotadas em todos os níveis de uma instituição hospitalar. No Hospital de Caridade, além da preocupação com a higienização das mãos, são monitorados também o uso correto de antimicrobianos e a utilização correta das medidas adotadas em casos de micro-organismos multirresistentes. Essas atitudes corroboram com os bons índices que o hospital vem alcançando.

Infecção hospitalar assusta muitos pacientes

Passar por um procedimento cirúrgico com internação gera angústia e medo na maioria dos pacientes. O maior desejo é que a cirurgia seja um sucesso e a alta hospitalar aconteça o quanto antes. A infecção hospitalar pode ser um grande empecilho nessa jornada. Além de atrasar o processo de recuperação, pode gerar ainda mais complicações. Por isso, causa tanto medo e preocupação.

“Hoje, ter infecção é um medo gigantesco para um paciente. Ele busca atendimento de saúde para sanar seu problema de base e quer logo receber alta, sem nenhuma complicação atribuída a sua internação. Assim, baixos índices de infecção hospitalar denotam responsabilidade da instituição para com seus pacientes. Além disso, demonstram credibilidade e respeito com sua segurança”, finaliza Éder dos Santos Silva (COREN/SC 289.425). 

Imperial Hospital de Caridade é referência no combate à Infecção Hospitalar

Desde de 2018, o Imperial Hospital de Caridade (IHC) participa do Projeto Colaborativo Saúde em Nossas Mãos  – Melhorando a Segurança do paciente em Larga escala no Brasil. Tal projeto faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADISUS), do Ministério da Saúde. 

O Projeto conta ainda com a parceria de cinco hospitais brasileiros de excelência: Hospital Alemão Osvaldo Cruz (SP); Hospital do Coração (SP), Hospital Israelita Albert Einstein (SP), Hospital Sírio Libanês (SP) e o Hospital Moinhos de Vento (RS). Além disso, conta com o Institute for Healthcare Improvement – IHI, instituição americana que tem como referência a melhor prática de saúde para o paciente no mundo.

O objetivo é reduzir em 50% as infecções hospitalares, utilizando modelos de ciclos de melhoria e PDSA para a mudança sustentável. O Hospital de Caridade, em Florianópolis/SC, foi um dos 119 hospitais públicos do País selecionados pelo Ministério da Saúde para participar do projeto.

A unidade piloto deste projeto no IHC é a UTI Cardiológica. Em 36 meses, tem como objetivos:

  • reduzir em 50% a densidade de incidência de Infecção da Corrente Sanguínea, relacionada ao cateter venoso central;
  • diminuir em 50% a densidade de incidência Infecção do trato Urinário, relacionada à sonda vesical de demora;
  • reduzir em 50% a densidade de incidência de Pneumonia relacionada à ventilação mecânica.

Em 20 meses de projeto, o IHC já atingiu redução de 43,25% na densidade de incidência de infecção da corrente sanguínea relacionada ao cateter venoso central. Além disso, também reduziu 100% da densidade de incidência de infecção do trato urinário relacionado à sonda vesical de demora, completando 9 meses sem infecção.

Os dados mostram que, ainda faltando mais de um ano para o encerramento do projeto, o Hospital de Caridade alcançou resultados excelentes, permanecendo muito abaixo da média nacional. 

O enfermeiro Éder dos Santos Silva (COREN/SC 289.425) avalia que essa conquista é fruto de muito trabalho de todos os profissionais do Imperial Hospital de Caridade, zelando sempre pela segurança dos pacientes.

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