Os Avanços da Radioterapia

, Hospital de Caridade 27 de abril de 2020

A radioterapia é um tratamento que utiliza radiação para destruir ou impedir o desenvolvimento de células cancerígenas. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), essas radiações não são perceptíveis aos pacientes, que não sentem nada durante a aplicação. 

Descoberta em 1845, a radioterapia é um método antigo, inicialmente utilizado para facilitar o diagnóstico de doenças por meio de imagem. Em seguida, percebeu-se a capacidade de cura de alguns tumores malignos. Desde então, os avanços da radioterapia vem  contribuindo para o tratamento cada vez mais preciso e seguro para os pacientes.

Avanços no Tratamento por Radioterapia 

O médico oncologista Dr. Ernani Lange de São Thiago (CRM/SC 819 – RQE 4438), do Imperial Hospital de Caridade, em Florianópolis/SC, relata que o avanço dos recursos de diagnóstico por imagem é um dos fatores que permitiram a evolução do tratamento por radioterapia.

Cada um dos recursos de imagem que temos hoje à disposição passou por aprimoramentos. Assim, tomografia e ressonância magnética, por exemplo, atualmente oferecem alta qualidade em imagens morfológicas de órgãos e tecidos. Além da melhoria na imagem captada, percebe-se também uma evolução na imagem funcional. Ou seja, na visualização do funcionamento do órgão e seus diferentes grupos celulares. 

“Toda essa variedade de imagens facilita muito a visualização do órgão que está doente e dos órgãos de vizinhança. Mesmo que não estejam doentes, precisam ser visualizados pela relação de contiguidade.” – Dr. Ernani Lange de São Thiago (CRM/SC 819 – RQE 4438).

Com a possibilidade de melhor visualização e definição do órgão afetado e dos órgãos de risco, foi possível fazer um refinamento das técnicas de radioterapia. Atualmente, é possível adequar os feixes de radiação ao órgão que está sendo tratado, com maior precisão. E isso tanto no que diz respeito à forma quanto à densidade do órgão. 

“Na radioterapia, é muito diferente tratarmos uma placa plana bidimensional do que uma esfera que tem densidade e volumes diferentes.” – Dr. Ernani Lange de São Thiago (CRM/SC 819 – RQE 4438). 

Segurança para o Paciente 

De acordo com o INCA, estima-se que o Brasil terá 625 mil novos casos de câncer a cada ano, nos próximos três anos. E, receber o diagnóstico de câncer não é nada fácil. Medo do tratamento e insegurança são sentimentos comuns entre pacientes e familiares. 

Nesse contexto, a evolução do tratamento vem colaborar em diversas frentes. Os avanços tecnológicos dos equipamentos e das técnicas, a capacitação dos profissionais e o envolvimento de equipes multidisciplinares aprimoraram a condução do tratamento como um todo. Assim, refletem em maior efetividade e segurança para os pacientes. 

O Imperial Hospital de Caridade (IHC) acompanhou as evoluções no tratamento de radioterapia. Atualmente, conta equipamentos e recursos modernos, acompanhando as tendências dos grandes centros de referência. Além disso, todos os profissionais envolvidos passam por atualizações contínuas. Desde o médico ao tecnólogo, que opera os equipamentos, e toda a equipe de enfermagem, que está mais presente durante o tratamento da radioterapia. 

“Além das revisões que são feitas pelos médicos, as enfermeiras também fazem revisões. Em cada turno, temos uma enfermeira responsável e dosimetristas. Esta, é uma especialidade do tecnólogo. Ainda, contamos com os tecnólogos que atuam no manejo dos aparelhos, junto com os físicos. Estes são fundamentais no planejamento , junto com os médicos.  Toda a equipe atua conforme os protocolos internacionais, aplicados no Hospital de Caridade.” – Dr. Ernani Lange de São Thiago (CRM/SC 819 – RQE 4438), oncologista. 

Efeitos Colaterais da Radioterapia

Os efeitos colaterais da radioterapia também costumam gerar insegurança entre pacientes e seus familiares. De acordo com o INCA, as reações dependem da dose do tratamento, da parte do corpo tratada, do tipo de radiação utilizada e também dos cuidados do paciente com o tratamento. O Instituto elenca os efeitos são mais comuns da radioterapia:

  • Perda de apetite e dificuldade para ingerir alimentos;
  • Cansaço;
  • Enjoo e náusea;
  • Reações na pele.

Segundo a Sociedade Brasileira de Radioterapia, é possível que alguns pacientes não tenham efeitos colaterais durante todo o tratamento ou apresentem apenas uma reação passageira na pele, no local de aplicação da radiação.

Com a evolução do tratamento, conferindo maior precisão ao tratar o órgão doente, as reações tendem a diminuir. “Toda essa precisão tem como objetivo aplicar a radioterapia protegendo os órgãos de vizinhança, que são os órgãos de risco. Então, seguramente, todas as reações que são normais, acabam sendo reduzidas. Em outras palavras, a evolução da radioterapia diminui os efeitos colaterais do tratamento.” – Dr. Ernani Lange de São Thiago (CRM/SC 819 – RQE 4438), oncologista do Imperial Hospital de Caridade.

A evolução dos recursos de imagem, das técnicas e da capacitação profissional fazem da radioterapia um importante aliado no tratamento do câncer. No Imperial Hospital de Caridade, a Oncologia oferece tratamento humanizado, com o envolvimento de equipes multidisciplinares e a adoção de protocolos de segurança do paciente. Assim, buscamos um tratamento efetivo e seguro aos nossos pacientes. Conte sempre conosco!

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