Cirurgia Minimamente Invasiva de Tumor na Parótida

, Hospital de Caridade 24 de abril de 2020

As parótidas são glândulas salivares localizadas logo abaixo das orelhas. Elas são as maiores entre as três glândulas salivares pares existentes. Sua função é secretar a saliva para facilitar a mastigação e a deglutição. Neste post, vamos falar sobre o tumor na parótida e o tratamento por cirurgia minimamente invasiva. 

Tumor na Parótida

Assim como em toda parte do corpo, as parótidas também podem ser acometidas pelo surgimento de tumores. Cerca de 70% dos tumores de glândulas salivares começam na parótida. Apesar de a maioria ser benigno (aproximadamente 90%), quando malignos, os tumores nas parótidas tendem a ser muito agressivos.

Por esse motivo, segundo Dr. Acklei Viana, Especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço (CRM 11656 / RQE 11538), é preciso ficar atento aos sintomas. Com o passar do tempo, um tumor benigno pode se transformar em maligno. Assim, é importante acompanhar de perto. Caso haja essa mudança, o tratamento é cirúrgico.

Os principais sintomas do tumor na parótida são: percepção de massa ou nódulo próximo às orelhas, dor, dormência e sensação de fraqueza nos músculos do rosto. Em geral, o diagnóstico é feito a partir de exames por imagem e biópsia. Além disso, a descoberta precoce é capaz de aumentar as chances de cura e evitar complicações.

Atualmente, a técnica cirúrgica minimamente invasiva tem sido muito utilizada no tratamento do tumor de parótida. É sobre ela que saberemos mais a seguir, mas antes vamos conhecer sobre a técnica tradicional e quando ela é usada.

Tratamentos para o Tumor na Parótida

Como tratamento padrão, o câncer nas parótidas é tratado cirurgicamente. O procedimento é indicado para a retirada do tumor e possíveis reparos na glândula. Entretanto, há uma grande preocupação nessa glândula em especial: o nervo facial. Ele é responsável pelo movimento dos músculos do rosto e passa por dentro da parótida. Assim, caso seja lesionado, pode causar paralisia facial. No entanto, na maioria das vezes é temporária.

Hoje em dia, o avanço da tecnologia e os estudos na área médica permitem a utilização de um procedimento menos invasivo e mais seguro aos pacientes. Trata-se da cirurgia minimamente invasiva para tratamento dos tumores nas parótidas. 

Mesmo assim, em alguns casos, a técnica cirúrgica tradicional, utilizada com sucesso há muitos anos, ainda é praticada. Vamos às diferenças entre as duas abordagens:

Cirurgia Tradicional

Atualmente, a técnica tradicional da cirurgia de retirada do câncer de parótida é usada, preferencialmente, para tumores acima de 3 cm. Para realizá-la, o médico cirurgião precisa saber a posição exata do nervo facial e localizá-lo manualmente.

Como explica o Dr. Acklei Viana, Especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço (CRM 11656 / RQE 11538), sabendo com exatidão a localização do nervo facial, a cirurgia é feita com tranquilidade. Para realizar o procedimento, é feita uma grande incisão da orelha até o pescoço para localizar a origem do nervo na base no crânio e as suas terminações, para então, retirar o tumor.

A cirurgia dura, em média, duas horas e é realizada com anestesia geral. Por conta da incisão, os pacientes ficam com uma cicatriz aparente, que pode gerar desconforto estético. Além disso, a possibilidade de paralisia facial aumenta de 2% a 3%, por conta da maior manipulação no nervo. Essa paralisia pode durar de seis meses a um ano ou, ainda, ser permanente.

Cirurgia minimamente invasiva

A técnica minimamente invasiva para a retirada de tumores nas parótidas vem sendo cada vez mais utilizada. Os resultados mostram-se muito positivos, com inúmeros benefícios aos pacientes.

No entanto, a técnica minimamente invasiva é indicada para a retirada de tumores de parótidas que sejam benignos. Além disso, que tenham até 3 cm. 

Nesta abordagem, é utilizado um instrumento chamado Monitor de Nervo, que permite saber a localização exata do nervo facial. Dessa forma, o cirurgião consegue saber se o nervo passa pela região do tumor e fazer a dissecção precisa, separando o nervo facial com o mínimo de manipulação possível. Essa precisão se traduz em segurança para o paciente, diminuindo o risco de paralisia facial.

Apesar de extremamente delicada e complexa, a cirurgia é rápida, dura cerca de 40 minutos. Da mesma forma que na cirurgia tradicional, na minimamente invasiva o paciente é também submetido à anestesia geral.

Benefícios da Cirurgia Minimamente Invasiva de Parótida

A técnica minimamente invasiva para a retirada de tumor na parótida oferece diversos benefícios aos pacientes. Entre eles, menos dor e menor sangramento no pós-operatório, menor risco de inflamação e de paralisia facial e, ainda, melhor resultado estético.

A cicatriz nesse tipo de cirurgia tem, aproximadamente, 4 centímetros. Isso representa cerca de ¼ do tamanho da cicatriz na técnica tradicional. A cicatriz menor é um ponto importante para a recuperação e o conforto estético do paciente. 

Com uma incisão menor e uma maior precisão, a abordagem minimamente invasiva favorece a recuperação mais rápida. Geralmente, o paciente pode voltar às suas atividades normais em duas semanas.  

As duas técnicas estão disponíveis e são amplamente utilizadas para a retirada do tumor na parótida. O médico especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço é o profissional habilitado para avaliar e indicar a melhor técnica para cada caso. Dr. Acklei Viana (CRM 11656 / RQE 11538), especialista do Hospital de Caridade, possui ampla experiência nas técnicas de retirada de tumores de parótidas. Conte conosco para ajudar você, do diagnóstico ao tratamento.

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